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Projeto promove agroecologia e economia solidária em Caraguatatuba

Formações abordam temas como bioinsumos, compostagem, economia solidária e Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA)

 

O Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA) e a Rede de Agroecologia, Pesca e Cultura de Caraguatatuba (RAPECCA) deram início às atividades do Projeto Rapecoopera, que tem como objetivo a disseminação de tecnologias sustentáveis de produção agrícola para a proteção das águas em Caraguatatuba (SP).

 

 

O projeto de educação ambiental foi selecionado para financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) no edital de 2024 do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN).

 

A iniciativa oferece um curso de bioinsumos e compostagem para duas turmas, uma na zona norte de Caraguatatuba (Residencial Jetuba) e outra na zona sul da cidade (Sede da Associação Caiçara Juqueriquerê – ACAJU, no Porto Novo). O instrutor é o gestor ambiental e permacultor Diego Rizzo. O curso contém parte teórica e prática, onde os participantes podem conhecer e aplicar técnicas de gestão de resíduos orgânicos. 

 

A responsável técnica do projeto, Jussara Santos, explica que a compostagem transforma resíduos orgânicos em adubo rico, reduzindo o lixo enviado a aterros sanitários. O composto orgânico gerado pela compostagem pode substituir produtos químicos utilizados na produção agrícola convencional, evitando a contaminação do solo e também da água.

 

Apesar de já estar em andamento, interessados em participar do curso podem entrar em contato com a Jussara pelo telefone (12) 99199-8063 e verificar a possibilidade de acompanhar os próximos encontros.

 

Outra formação que será oferecida pelo projeto ainda este ano é o curso de economia solidária e Comunidade que Sustenta a Agricultura (CSA). “A ideia é fortalecer os canais de mobilização, comunicação e comercialização de agroecologia, fortalecer as pessoas que precisam comercializar seu produto agroecológico. Pois fortalecendo a parte econômica, você mantém as pessoas trabalhando com uma agricultura amiga das águas, que faz um uso mais sustentável da terra e que não utiliza produtos químicos”, explica Jussara. 

 

O coordenador do projeto, Maurício Oliveira, comenta sobre a importância da iniciativa para Caraguatatuba e região. “Para a RAPECCA, este projeto não consiste somente em técnica, é uma estratégia que conecta solo, comunidade e natureza, tendo como fundamento a formação, para dar mais estrutura para o movimento agroecológico no Litoral Norte. Também tem um papel educativo e cultural: reconectar as pessoas com os ciclos da vida, reduzindo o impacto causado pelo descarte incorreto de resíduos. Além de cooperar para uma economia local e solidária através de agentes comunitários. Uma intenção prática para que o trabalho circule de forma justa e sustentável.”

 

Além dos cursos, o projeto vai produzir uma cartilha didática sobre compostagem, com distribuição gratuita. Acompanhe as atividades no Instagram: @rapecca.agroecologia 

 

*Texto: Renata Takahashi  (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)

 

Custo de obras de drenagem em Caraguatatuba pode ultrapassar R$ 1 bilhão

Crédito da foto: Secretaria de Comunicação Social / Prefeitura Municipal de Caraguatatuba

O município de Caraguatatuba, como outras cidades litorâneas paulistas, sofre com constantes alagamentos em algumas áreas de seu território, como por exemplo os bairros Travessão, Barranco Alto e Morro do Algodão, entre outros. Para enfrentar o problema, a prefeitura de Caraguatatuba, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, tem trabalhado junto ao Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) na indicação de projetos ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) para financiamento da elaboração de planos de drenagem.

Com recursos do FEHIDRO, no período de 2012 a 2024, Caraguatatuba concluiu três fases do plano de drenagem do município, incluindo a Bacia do Rio Massaguaçu/Bacuí, a Bacia do Rio Juqueriquerê e as Bacias dos Rios Santo Antônio e Guaxinduba. A conclusão desses planos representou um avanço para a cidade, mas a execução das obras sugeridas demandam altos valores de investimento. O custo para execução das obras nas regiões Sul, Centro e Norte foi estimado em mais de R$ 707 milhões, mas esses valores já estão desatualizados e podem representar uma quantia muito maior. Além disso, recursos  necessários para possíveis desapropriações também não estão inclusos nessa estimativa.

“Para Caraguatatuba se desenvolver de forma sustentável, será preciso implementar essas obras de macrodrenagem nos próximos anos, que podem ultrapassar R$ 1 bilhão em valores atualizados. Vamos precisar buscar verbas do governo estadual e federal, considerando a importância do município como polo de desenvolvimento sustentável na retroárea do Porto de São Sebastião”, afirma o secretário de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, Auracy Mansano Filho.

Um exemplo de obra inspirada nos canais de Santos é a implementação de um canal de drenagem no Travessão, ligando as casas populares ao Rio Juqueriquerê. Outro exemplo, também na região Sul, seria a construção de um canal ligando o córrego Felício até o Rio Juqueriquerê, atravessando uma grande área de planície.

Neste ano de 2026, a prefeitura espera dar início ao projeto FEHIDRO aprovado em 2025 para a elaboração do módulo de drenagem do Plano Municipal de Saneamento Básico. O objetivo é a consolidação, atualização e revisão dos projetos anteriores e a identificação das áreas ainda não abrangidas.

Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)

Fórum Regional marca encerramento do projeto Ecoagriculturas

Projeto atuou na promoção da agroecologia no Litoral Norte para a proteção das águas.

O projeto “Ecoagriculturas – Práticas da agroecologia na proteção das águas” realizou no dia 26 de outubro o “Fórum Regional Ecoagriculturas” no sítio Abra de Dentro em Caraguatatuba. O fórum reuniu produtores rurais do Litoral Norte e membros das instituições e órgãos envolvidos no projeto para apresentação das ações realizadas e intercâmbio de boas práticas agroecológicas, além da apresentação musical com o Maracatu Odé da Mata. 

 

O evento marcou o encerramento do projeto Ecoagriculturas, realizado pelo Instituto Supereco, em parceria com o Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA), com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO). O projeto foi elaborado pela Câmara Técnica de Agroecologia do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) e percorreu um longo caminho desde o seu início em 2017. 

As ações foram apresentadas no fórum por Andrée de Ridder Vieira do Instituto Supereco, Lisa Barros e Julia Trommer do IPESA. Elas contaram que o projeto teve grandes desafios, principalmente com a pandemia de COVID-19, que dificultou a realização de muitas atividades presenciais planejadas. Apesar dos desafios, os objetivos foram atingidos, e o projeto conseguiu fortalecer a agroecologia na região, com ações como capacitação para implantação de boas práticas, planejamento integrado de vinte propriedades e instalação de quatro unidades de referência em práticas agroecológicas alinhadas com o aproveitamento e proteção dos recursos hídricos.

Os participantes do fórum puderam conhecer um pouco dos Planos de Ação elaborados pelo projeto para os agricultores com base no Protocolo de Transição Agroecológica. Também foram apresentadas as quatro propriedades beneficiadas: Sítio Jaraguá em São Sebastião; Sítio Abra de Dentro em Caraguatatuba; Sítio Roça Marinha e Sítio Romão em Ubatuba. Essas propriedades receberam melhorias como instalação de sistemas de saneamento ecológico, aquisição de equipamentos para fortalecimento da produção e para beneficiamento de produtos. Pelo depoimento dos proprietários beneficiados presentes no fórum, ficou clara a importância desses equipamentos para a melhoria do trabalho rural.

Outra relevante realização do projeto Ecoagriculturas destacada durante o fórum foi a elaboração do Relatório de Situação da Agroecologia no Litoral Norte, material inédito que reúne ações, experiências e iniciativas que expressam o avanço da agroecologia e da sustentabilidade nos municípios de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba. O relatório está disponível no site do Sistema Integrado de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SigRH).

Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)

CBH-LN

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