CBH-LN participa de integração entre Câmaras Técnicas de Educação Ambiental do Estado de SP
O Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) participou do encontro de integração das Câmaras Técnicas de Educação Ambiental do Estado de São Paulo (CT-EAs) realizado em agosto no Jardim Botânico Irmãos Villas Bôas, no município de Sorocaba. Quem representou o CBH-LN no encontro foi o membro da Secretaria Executiva do colegiado, Leon Santos Padial.
O evento foi organizado pela Câmara Técnica de Educação Ambiental, Capacitação, Mobilização Social e Informações em Recursos Hídricos do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CT-EA/CRH), Escola das Águas da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) e Comitê da Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê (CBH-SMT). O objetivo foi promover a troca de experiências entre as CT-EAs dos Comitês paulistas e discutir a relação entre educação ambiental e os Planos de Bacias Hidrográficas.
Pela manhã, os participantes assistiram a duas palestras focadas na gestão e governança das águas. A primeira abordou a utilidade dos Planos de Bacias e Relatórios de Situação para o reconhecimento socioambiental e dos atores do território. A segunda propôs discutir o papel da educação ambiental na construção de uma governança resiliente, indo além da sensibilização. Na sequência, um painel apresentou o panorama dos projetos e programas desenvolvidos pelas CT-EAs dos Comitês, destacando como essas iniciativas se integraram aos Planos de Bacias.
No Litoral Norte, nos últimos 5 anos, foram executados 10 projetos com recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) pelo PDC 8, que corresponde ao eixo voltado à educação ambiental, cursos de formação e difusão de informações sobre a gestão das águas. São iniciativas que abordam temas como práticas agrícolas, tratamentos de esgotos, crise climática, resíduos sólidos, compostagem, tecnologias sustentáveis, monitoramento hídrico, educomunicação, entre outros temas.
“No Litoral Norte nós temos uma sociedade civil muito ativa e propositiva na área da educação ambiental, o que traz para o Comitê uma qualidade diferenciada na execução de projetos dessa temática. Pela experiência e qualidade das entidades da região, temos conseguido avançar bastante nessa área no nosso Plano de Bacias”, ressalta Leon Padial. Porém, ele observa que essa não é a realidade de todos os Comitês. “Durante as discussões do evento, membros de diversos Comitês mencionaram dificuldades como falta de prioridade de recursos, falta de projetos e de tomadores na área de educação ambiental”.
No período da tarde, a programação foi dedicada a uma oficina participativa, que teve o objetivo de aprofundar as reflexões e discussões iniciadas na parte da manhã, reunindo as contribuições dos participantes para elaborar recomendações que visam aprimorar e fortalecer a integração entre a educação ambiental e os Planos de Bacias.
Os Planos de Bacias Hidrográficas servem para orientar a sociedade e os tomadores de decisão para a recuperação, proteção e conservação das águas das bacias ou regiões hidrográficas correspondentes. A discussão proposta no encontro em Sorocaba se deu em um momento estratégico, em que está sendo definido o Termo de Referência do Programa IntegraBacias, que abrirá uma licitação única para padronizar e elaborar os planos de várias Unidades de Gestão de Recursos Hídricos (UGRHs) paulistas de forma conjunta. Um ponto importante levantado durante as discussões é incorporar a educação ambiental como dimensão transversal dos processos de planejamento e gestão dos recursos hídricos. O CBH-LN aderiu ao IntegraBacias e já possui um grupo de trabalho que está acompanhando o andamento do Programa.
A CT-EA/CRH pretende dar continuidade aos encontros de integração das CT-EAs e promover outros encontros em diferentes localidades do Estado.
Texto: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Rede Vozes do Manguezal de Ubatuba apresenta ações na Câmara Técnica de Educação Ambiental do CBH-LN

Na reunião de 12 de agosto de 2026 da Câmara Técnica de Educação Ambiental (CT-EA) do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN), a escritora, ilustradora e artista plástica Rosana Gaeta realizou uma apresentação sobre a Rede Vozes do Manguezal de Ubatuba.
Rosana contou que a rede foi formada em 2025, com o objetivo de proteger, recuperar e preservar o manguezal de Ubatuba. Os manguezais são ecossistemas de alta complexidade biológica, compostos pelo estuário (parte aquática, contendo água doce e salgada) junto com bosque ou floresta de mangue (vegetação típica costeira adaptada a solos lamacentos e salinos). É um ecossistema muito importante, funciona como berçário da vida marinha, auxilia na proteção costeira, armazenamento de carbono e ciclagem de nutrientes.
A Rede Vozes do Manguezal de Ubatuba foi formada pela sociedade civil e agrega diversos coletivos, incluindo instituições governamentais e cidadãos interessados em participar. “Decidimos ampliar as vozes do manguezal a partir destas questões: Como saber onde começa e acaba o manguezal de Ubatuba? Como encantar? O que e quem protege o manguezal? Trabalhando em três grandes frentes: o diagnóstico participativo, a educação, mobilização e geração de renda e a incidência política”, explicou Rosana.
O diagnóstico participativo consiste no mapeamento dos manguezais, identificação dos problemas e demandas locais, restauração e monitoramento. A educação, mobilização e geração de renda envolve atividades com arte em escolas, vivências, educomunicação comunitária, turismo de base comunitária e formação e fortalecimento dos guardiões do manguezal. A incidência política atua junto aos órgãos públicos e espaços de decisão.
A rede é um grupo horizontal que conta com a atuação de voluntários. Entre as atividades já realizadas, Rosana comentou sobre as ações no manguezal da Maranduba (expedição terrestre e fluvial, ações educativas socioambientais de identificação, observação e conversação), e sobre a roda de conversa com a Professora Yara Schaeffer-Novelli, referência na conservação dos manguezais brasileiros. O grupo também já realizou ações de limpeza, produziu materiais educativos, colocou placas informativas e iniciou a observação de espécies invasoras e exóticas dominantes para encaminhar pedido de autorização para remoção.
Segundo Rosana, um dos maiores desafios é fazer a fiscalização funcionar. Apesar de legalmente protegido, ela aponta que o manguezal continua sendo aterrado para construção de casas, prédios, etc. Outro grande desafio destacado por Rosana é a preservação dos córregos associados aos manguezais. “Os córregos estão sendo encanados ou assoreados pela erosão, por construções, despejo de resíduos sólidos e líquidos. Como já existem leis de proteção, nosso maior objetivo é fazer com que elas possam valer em nosso território”, defendeu a escritora.
Para acompanhar as ações da Rede Vozes do Manguezal de Ubatuba, siga no Instagram: @vozesdomanguezaldeubatuba
Texto: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Jovens participam de formação em educomunicação e lançam publicações em diversos formatos

Entre 2025 e 2026, jovens do Litoral Norte de SP participaram da formação em educomunicação do projeto “Juventude, Educomunicação e Justiça Climática” do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA), com financiamento do FEHIDRO. A partir dessa formação, diversos produtos foram lançados, em diferentes formatos: plataforma digital, curta-metragem, fanzine, cordéis. Esses produtos, que expressam a voz da juventude, falam de temas como cultura caiçara, mudanças climáticas e educação ambiental.
Lançada no Dia Mundial da Juventude, em 12 de agosto, a plataforma digital Cumbuca (cumbuca.org) reúne narrativas da juventude brasileira sobre seus territórios, conectando a crise climática global às suas realidades locais. “A Cumbuca nasceu durante a formação, como um movimento de jovens comunicadores populares do Litoral Norte. Para mim, ela representa muito mais do que um produto da formação. Representa a possibilidade de a juventude se organizar e construir uma comunicação feita por quem vive o território e conhece seus desafios. A Cumbuca é uma forma de acompanhar o que acontece em São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e em todo o nosso litoral, trazendo para a comunicação as questões ambientais, climáticas, sociais e políticas que impactam nossas comunidades”, conta a pescadora e caiçara Mariana Cruz.
Ela participou da formação em educomunicação e produziu, junto com a filha Jennifer Maiara, uma coleção de cordéis sobre a vida, a cultura e a resistência caiçara. “Uma forma de valorizar nossa história e contar a nossa própria narrativa”, explica Mariana. Os três pequenos livros da coleção Cumbuca, com belos textos e ilustrações, são intitulados “Infância e Território”, “Terra Caiçara” e “Uma caiçara na COP 30”.

“Eu já estou há alguns anos na luta pelas comunidades tradicionais pesqueiras e caiçaras e percebo que ainda precisamos aproximar mais a juventude das discussões sobre crise climática, meio ambiente e defesa dos territórios. A formação mostrou que a tecnologia e a internet podem ser muito mais do que ferramentas de comunicação: podem ser instrumentos de luta, mobilização e transformação”, reflete Mariana.
Outro produto resultado da formação é o curta-metragem de animação “Viva Mangue”, que marca a estreia de Ana Beatriz dos Santos Oliveira (conhecida artisticamente como Hyena Takanashi) na animação audiovisual. Segundo ela, só foi possível produzir o curta graças à confiança e ao apoio constante dos colegas e professores. “Além do desafio técnico de animar meu primeiro curta, a temática tem um grande valor para mim: moro perto de um manguezal e vivencio diariamente a negligência e as ameaças que esse ecossistema sofre. Dar vida a essa crítica através da arte e transformar essa realidade em narrativa animada tornou o projeto inesquecível”, conta a jovem artista.
Além de ter aprimorado a qualidade de suas produções de vídeo, Ana Beatriz considera que um dos principais aprendizados foi entender como as suas ilustrações podem ser usadas de maneiras diversas em prol de sua comunidade: em fanzines, cartazes, cordéis, posts nas redes sociais e vários outros formatos.

“Participar da formação de educomunicadores com o FunBEA foi uma experiência transformadora. Como jovem ativista da minha região, foi muito importante para mim perceber que não estou sozinha. Poder aprimorar conhecimentos, levá-los para a minha comunidade e promovê-la foi um grande despertar das minhas vontades. Além disso, pude ver o quanto posso oferecer para o meu território através da minha arte”, afirma Ana Beatriz.
Saiba mais sobre o projeto “Juventude, Educomunicação e Justiça Climática”: https://www.funbea.org.br/narrativas-do-territorio-funbea-impulsiona-o-jornalismo-comunitario-e-a-justica-climatica-no-litoral-norte/
Texto: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Projeto fortalece comunicação sobre gestão das águas

Desde 2024, a comunicação institucional do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) é realizada por meio do projeto “Comunica CBH-LN” do Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA), com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO). O projeto utiliza diversas estratégias para ampliar a divulgação das ações do Comitê: produção de notícias para o site, produção de vídeos, postagens nas redes e canais do CBH-LN, produção de boletins informativos impressos e digitais, manutenção constante do site, além de assessoria de imprensa com envio de releases a veículos de comunicação locais e regionais.
Todos os conteúdos são produzidos sob a supervisão da Secretaria Executiva do Comitê, que realiza reuniões semanais junto à equipe do projeto. A produção dos conteúdos também segue as diretrizes do Programa de Comunicação Social do CBH-LN (2025-2028), elaborado no início do projeto com a participação dos membros do colegiado.
Para a coordenadora do projeto e diretora do IPESA, Lisa Yázigi, mais do que divulgar informações, a iniciativa fortalece a transparência, a participação social e a educação ambiental na gestão dos recursos hídricos. “Ao dar visibilidade às ações, projetos, investimentos, estudos e decisões construídas no âmbito do CBH-LN, o projeto amplia o acesso da sociedade ao trabalho realizado, para que seja conhecido para além de seus membros. A comunicação torna-se, assim, uma ferramenta estratégica para prestar contas à população, valorizar o esforço coletivo de instituições e representantes que se dedicam aos trabalhos do Comitê, incentivar o engajamento de novos atores e sensibilizar diferentes públicos sobre a importância da conservação das águas e da gestão participativa. Afinal, comunicar também é educar: ao traduzir temas técnicos em conteúdos acessíveis e promover o diálogo com a sociedade, o projeto contribui para a formação de uma cultura de cuidado com os recursos hídricos e de corresponsabilidade pelo futuro do Litoral Norte”, afirma Lisa.
Identidade visual
Em 2025, o logotipo do Comitê passou por uma atualização executada pelo Estúdio Dupla Ideia Design. A nova versão mantém o vórtex e as cores azul e branco no logo, mas a antiga fonte usada no texto foi substituída para deixar as letras mais legíveis. A mesma empresa de design também foi responsável pela elaboração do logotipo do projeto “Comunica CBH-LN”, que faz clara referência ao logo do Comitê, mas com a adição de um megafone (dispositivo portátil usado para amplificar a voz) e do nome do projeto.
Outra novidade de identidade visual realizada no âmbito do projeto foi a criação de um novo logotipo para a Câmara Técnica de Agroecologia, elaborado pela ilustradora e artista gráfica Patrícia Yamamoto, com acompanhamento e participação dos membros da CT-Agroecologia. Conforme explicado no “Guia de uso da identidade visual”, as linhas onduladas fazem referência a diversos elementos relacionados à agroecologia (água, linhas do relevo da Serra do Mar, linhas de plantio dos roçados, movimento, ondas do mar e linhas topográficas).
Notícias
O projeto tem publicado constantemente notícias no site do colegiado, abordando suas principais ações, como a gestão dos recursos hídricos e a governança do CBH-LN; editais e projetos financiados pelo FEHIDRO; saneamento básico e qualidade da água; drenagem urbana e adaptação às mudanças climáticas; educação ambiental e comunicação; projetos de sustentabilidade (compostagem, resíduos, agroecologia); conservação de rios e ecossistemas; participação social e integração entre instituições.
Redes sociais
Atualmente, as redes sociais são fundamentais na comunicação institucional, pois são amplamente utilizadas pela população em geral, e permitem a interação dinâmica junto aos internautas. Pensando nisso, o projeto “Comunica CBH-LN” publica com frequência postagens em suas diversas redes (Instagram, Facebook e YouTube – @cbhln), utilizando identidade visual autêntica, cards informativos sobre agenda de reuniões, chamadas de notícias, carrossel de fotos, conteúdos audiovisuais, apostando na comunicação multimodal para levar as informações do Comitê a um público cada vez maior e mais diverso.
De acordo com dados levantados por Tamires Sousa, da Firework, responsável pelas redes sociais e site do CBH-LN, entre o 2º semestre de 2024 e o 1º semestre de 2026, o perfil do Instagram passou de 1.396 para 1.875 seguidores organicamente, e passou de 250 usuários alcançados para 80 mil.
Boletins
O CBH-LN lançou um novo boletim institucional em 2025, que já teve 3 edições publicadas. O projeto prevê 16 edições no total. Cada edição tem sua versão digital disponível para leitura no site, além da versão impressa com tiragem de mil exemplares e distribuição gratuita nos 4 municípios do Litoral Norte. As edições trazem informações sobre as atividades do Comitê, os projetos FEHIDRO que estão em andamento e os já finalizados, temas relacionados à educação ambiental, dados do Relatório de Situação dos Recursos Hídricos, entre outros. Até o momento, as 3 primeiras edições do boletim já somam juntas um total de 22.834 downloads no site do CBH-LN: https://cbhln.com.br/jornal-cbhln.
Outro boletim realizado por meio do projeto “Comunica CBH-LN” é o Roça Caiçara, jornal da Câmara Técnica de Agroecologia (CT-Agroecologia) do Comitê. A publicação impressa tem tiragem de mil exemplares e a versão digital pode ser lida no site do colegiado: cbhln.com.br/jornal-roca-caicara. A primeira edição produzida com apoio do projeto (edição nº 11) já teve mais de 6 mil downloads.
Site
O projeto atua na manutenção, atualização e suporte técnico constante do site do Comitê, a partir de demandas levantadas junto à Secretaria Executiva e demais membros do colegiado. São realizadas atualizações de notícias, informações e documentos; manutenções diversas como revisão de bugs e alertas relacionados ao funcionamento do site; inclusão de funcionalidade relacionada à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), atualizações técnicas de funcionalidades; reformulação de páginas; inclusão de relatórios de desempenho e configuração de funcionalidades para melhorar o posicionamento no Google e nas inteligências artificiais. Após essas e outras ações, a média de impressões do site do CBH-LN no Google aumentou de 2.500 para 40 mil, o que significa que o site tem aparecido cada vez mais nos resultados de pesquisa dos usuários.
Assessoria de imprensa
O serviço de assessoria de imprensa gerencia o relacionamento do CBH-LN com a mídia. Além do envio constante de sugestões de pauta, a assessoria monitora e compila as menções ao Comitê nos jornais, revistas, portais de internet e redes sociais. Desde o início do projeto, já foram contabilizadas pelo menos 38 inserções de notícias sobre o Comitê em 15 veículos de imprensa locais e regionais, além de 3 sites institucionais de prefeituras do Litoral Norte. Com isso, as notícias do CBH-LN chegam a mais pessoas, ampliando o alcance das ações do colegiado.
Texto: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Agentes de saúde de Ubatuba participam de formação de educação socioambiental

Neste mês de julho, o Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA) iniciou o curso de formação de educação socioambiental para agentes municipais de Ubatuba. A formação é realizada no âmbito do projeto “Ambientes Azuis Saudáveis”, selecionado pelo edital FEHIDRO CBH-LN em 2025, e conta com a parceria da Secretaria de Saúde da Prefeitura de Ubatuba.
O objetivo é capacitar 143 agentes comunitários de saúde (ACS) e 23 agentes de controle de endemias (ACE) sobre temas socioambientais que se aplicam no contexto do município de Ubatuba. “Os agentes são profissionais que conhecem muito bem o território, porque estão na rua, no dia a dia das famílias, por todo o município. Nesse sentido, eles são muito estratégicos e possuem muito conhecimento. O que o projeto propõe é uma troca: nós trazemos temas ambientais importantes para serem discutidos junto aos agentes, aproveitando o olhar deles para os desafios de cada região”, afirma a supervisora do projeto, Lisa Yázigi.
O curso é presencial e possui carga horária de 40 horas, abordando temas como saneamento integral (água, esgoto, resíduos e drenagem), sociobiodiversidade, alimentação saudável e agroecologia, mudanças climáticas e desastres, lições e ferramentas de experiências de base comunitária. “Saúde e meio ambiente caminham juntos. Cuidando do ambiente é possível melhorar a saúde das pessoas e a qualidade de vida da população. Um exemplo prático: se uma família mora perto de um ponto de descarte irregular de lixo, isso pode atrair arboviroses, que são doenças virais transmitidas por artrópodes, como dengue, zika, chikungunya e febre amarela”, explica a coordenadora do projeto, Clara Jacq.
Os agentes foram divididos em 4 turmas, conforme suas regiões de atuação: Sul, Centro, Norte e Oeste. A metodologia do curso envolve aulas expositivas com conteúdos técnicos e dinâmicas de grupo. Cada participante recebe uma apostila didática com textos de apoio e indicações bibliográficas.
As aulas são conduzidas por professores especialistas nas temáticas do curso, que procuram ensinar de forma dialogada e estimulando os alunos a debaterem sobre os desafios e potencialidades socioambientais de seus territórios de atuação. No final da semana formativa, os agentes constroem árvores do futuro, apresentando soluções que possam ser implementadas.
Ao final do curso, também está prevista a elaboração do livro intitulado “Ambientes Azuis Saudáveis – Ubatuba pelos seus agentes”, publicação que documentará o processo formativo, apresentará os mapas territoriais produzidos nas aulas e sistematizará as boas-práticas aprendidas, mirando ações futuras.
Texto: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Fotos: Luiza Botelho
Comitê de Bacias Hidrográficas analisa 16 projetos para o Litoral Norte
O Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) realiza anualmente a seleção de propostas para investimento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO). As propostas inscritas são submetidas a grupos de análise formados por membros das Câmaras Técnicas do colegiado.
No pleito único do edital FEHIDRO CBH-LN 2026 foram inscritos dezoito projetos para o Litoral Norte. Dois projetos foram desabilitados na triagem inicial, por estarem em desacordo com o edital. Os demais projetos, dezesseis no total, foram distribuídos entre grupos de analistas durante a reunião conjunta das Câmaras Técnicas realizada no dia 06 de maio.
Os analistas têm até o dia 21 de maio para apresentar uma primeira análise. Os proponentes terão até o dia 08 de junho para revisar os projetos a partir dos apontamentos feitos pelos analistas. De 11 a 19 de junho, os projetos revisados passam por uma segunda análise, com a aplicação de pontuação aos requisitos avaliados, e recebem um parecer recomendando ou não sua indicação para financiamento do FEHIDRO.
De 24 a 25 de junho os proponentes podem apresentar recursos quanto à análise dos projetos. No dia 30 de junho, será realizada a reunião conjunta das Câmaras Técnicas para apresentação das avaliações, análise dos recursos e hierarquização das propostas. A reunião plenária do CBH-LN para decisão sobre a indicação dos projetos para financiamento do FEHIDRO está marcada para o dia 28 de agosto.
Confira a lista dos 16 projetos que estão em análise:
- Projeto: “Plano Municipal de Drenagem e Manejo de Águas Pluviais de Ilhabela – PMDMAP Ilhabela Fase II” (Tomador: Prefeitura de Ilhabela)
- Projeto: “EcoEducAção em Rede: Caminhos Coletivos Educação Ambiental para a gestão participativa dos resíduos sólidos e a conservação dos recursos hídricos nas comunidades” (Tomador: Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta)
- Projeto: “RE-VIVA Rio Escuro – Valorização e Infraestrutura Verde Adaptativa” (Tomador: Associação Gaia Social)
- Projeto: “Um olhar para a saúde da Bacia Hidrográfica do Rio Indaiá com Soluções Baseadas na Natureza” (Tomador: Instituto Bandeira Verde)
- Projeto: “Infraestrutura Verde e Adaptação Hidroclimática na UGRHI-03” (Tomador: Universidade de Taubaté)
- Projeto: “Pátios Vivos: Infraestrutura Verde para Gestão Sustentável das Águas nas Escolas Municipais de Ubatuba” (Tomador: Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica – IPEMA)
- Projeto: “Execução do Canal de Drenagem da Av. Durvalina Bueno” (Tomador: Prefeitura de Caraguatatuba)
- Projeto: “Processo formativo de diagnóstico e monitoramento da bacia do Rio Itamambuca para agentes comunitários” (Tomador: Associação Amigos de Itamambuca – SAI)
- Projeto: “Capacitação Técnica e Inclusiva para Gestão de Riscos Hidroambientais e Proteção dos Recursos Hídricos em Ubatuba/SP” (Tomador: Vida Organização da Sociedade Civil Vivenciando a Inclusão Social e o Desenvolvimento da Autonomia – OSC)
- Projeto: “Guardiões de Bacias Hidrográficas: Capacitação Comunitária para Gestão Integrada de Águas e Resíduos Sólidos” (Tomador: Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP)
- Projeto: “EcoEducAção em Rede: Primeiras Trilhas -Educação ambiental com crianças e jovens para a gestão participativa dos resíduos sólidos e a conservação dos recursos hídricos nas comunidades (…)” (Tomador: Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta)
- Projeto: “Os caminhos da Educação Ambiental: O turismo como ferramenta de sensibilização e conscientização ambiental no município de Ilhabela/SP” (Tomador: Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica)
- Projeto: “Juventude, Educom e Justiça Climática – A educação climática na formação de jovens comunicadores populares no LN de SP” (Tomador: Fundo Brasileiro de Educação Ambiental – FUNBEA)
- Projeto: “Escolas Seguras: Educando para o risco” (Tomador: Instituto Conservação Costeira – ICC)
- Projeto: “Campanha publicitária: CBH-LN– O Gestor das Águas” (Tomador: Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola – FUNDAG)
- Projeto: “Águas de Ubatuba: história de uma crise silenciosa” (Tomador: Instituto da Árvore – IA)
Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Instituto da Árvore terá unidade demonstrativa com 5 modelos de compostagem

*Texto e imagens da equipe técnica do projeto Compostuba
O projeto “Educação ambiental e curso de Gerenciamento de Resíduos Sólidos com ênfase em compostagem nas bacias do Rio Grande e Rio Indaiá/Capim Melado”, apelidado de “Compostuba”, é realizado pelo Instituto da Árvore de Ubatuba com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos de São Paulo (FEHIDRO).
Iniciado em agosto de 2025 e com duração de 2 anos, seu objetivo é promover o destino adequado de resíduos sólidos, fortalecendo a cadeia de compostagem de resíduos orgânicos nas bacias hidrográficas selecionadas, a partir de processos formativos e de ferramentas de educação ambiental.
A compostagem é um processo natural e controlado de transformação de resíduos orgânicos, como por exemplo restos de alimentos, folhas e galhos, ou seja, é a forma de reciclagem dos resíduos orgânicos para se transformar em adubo, um material escuro, homogêneo e com aspecto de terra fértil, conhecido também como composto orgânico, que melhora a qualidade do solo, fornecendo nutrientes para as plantas.
A ideia para o projeto Compostuba é, além de compartilhar conhecimentos a respeito do tema, criar uma unidade demonstrativa com alguns modelos de compostagem para que a população possa conhecer na prática como funcionam. Os modelos escolhidos podem ser replicados de forma doméstica, mas também em escolas, condomínios, áreas rurais e alguns deles podem até ser usados para grandes volumes de resíduos orgânicos de uma cidade, por exemplo.
Quem for visitar o projeto vai poder ver estes 5 modelos:
- Minhocários são sistemas de compostagem de resíduos orgânicos com ajuda de minhocas, onde estas atuam acelerando o processo de decomposição. Minhocas são vermes anelídeos, por isso o método também é chamado de vermicompostagem e as espécies mais utilizadas para tal processo são a Eisenia foetida e Eisenia andrei, conhecidas como minhoca-californiana ou minhoca-vermelha. Estas espécies são mais resistentes a variações de temperatura, têm capacidade de se alimentar de uma grande variedade de resíduos orgânicos, apresentam alta taxa de reprodução quando em ambientes adequados e são capazes de consumir diariamente o equivalente a seu peso em resíduos. Este método é muito disseminado para compostagem doméstica por precisar de pouco espaço e podendo ser feito com o reaproveitamento de baldes ou galões. Entretanto, também é realizada em grande escala para fins comerciais.

- Leiras de compostagem são um dos métodos conhecidos de compostagem termofílica, processo que ocorre em temperaturas altas, entre 45 e 70°C. Primeiro se faz uma camada de galhos, podas ou folhas de palmeiras para facilitar a entrada de ar e impedir a compactação do sistema. Em seguida, deposita-se uma camada de palhas, folhas secas ou material de poda picotado e, se possível, uma camada de composto pronto que servirá como inoculante, acelerando o processo. Os resíduos orgânicos são depositados sobre esta camada , cobertos com serragem ou folhas secas e uma generosa camada de palha que deve cobrir bem a pilha. Esta pode atingir cerca de 1 metro de altura. A largura pode variar, mas comumente, em locais com espaços menores ou baixa demanda, ficam com 1 metro de largura e no máximo 2 metros para facilitar a entrada de ar. O comprimento depende da demanda e espaço disponível.

- Baias são um modelo simples e organizado de compostagem, muito usado em projetos comunitários, escolas, sítios e até mesmo municípios. Funciona com estruturas separadas, chamadas de baias, onde o resíduo orgânico passa por etapas até virar adubo. É como uma linha do tempo da compostagem, cada baia com uma função. Estas baias podem ser feitas de diferentes materiais, de acordo com sua disponibilidade (madeira, tijolos, telhas, grades, etc.). O processo que ocorre neste modelo é muito parecido com o da compostagem termofílica em leiras, entretanto, pode ser coberto evitando excesso de umidade e maior controle de temperatura.

- Cilindros aerados são sistemas que utilizam, como o nome sugere, uma rede ou tela de proteção, em formato cilíndrico. É um modelo que requer pouco material para instalação e pode ser implantado em diferentes locais e por ser protegido, pode receber resíduos de carnes, alimentos cozidos ou processados.

- Sistema de fluxo contínuo é um método em que os resíduos orgânicos são depositados por cima da estrutura da composteira e o composto pronto é retirado por baixo, sem precisar parar o processo. É um processo dinâmico, que diminui as etapas da compostagem, sendo constante, organizado e contínuo. É vantajoso para locais com espaços limitados, embora seja necessária a construção de uma estrutura própria, a qual, por sua vez, pode ser feita de diversos tamanhos dependendo do espaço disponível e da demanda de resíduo orgânico a ser compostado.

A equipe do projeto está finalizando a instalação desses sistemas, junto a outras melhorias necessárias para receber melhor os visitantes. Neste ano, haverá ciclos de oficinas, curso e uma campanha para a população levar seus resíduos orgânicos para compostar. A iniciativa visa a integração com a comunidade do entorno para contribuir com o desvio desses tipos de resíduos, tão valorosos, de aterros ou mesmo de rios e mares quando descartados irregularmente, diminuindo a poluição dos recursos hídricos.
O Compostuba acompanha diferentes ações sobre o tema dos resíduos, a exemplo do projeto Ecoeducação Almada, e espera somar nessa rede, construindo uma cidade mais sustentável.
Endereço do Instituto da Árvore
Rua da Usina Velha, 593
Bairro Usina Velha – Ubatuba/SP
Instagram @compostuba.ia
Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Edital seleciona projetos para financiamento do FEHIDRO no Litoral Norte
Está disponível no site do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) o Edital FEHIDRO CBH-LN 2026. O documento contém informações para entidades, empresas, prefeituras e órgãos estaduais interessados em executar projetos ambientais em Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).
Em 2026, haverá apenas um pleito para análise e seleção de propostas. Para concorrer ao financiamento, o período para cadastro de projetos no SinFEHIDRO 2.0, junto com a documentação técnica e financeira exigida, vai de 2 de janeiro até o dia 30 de abril de 2026.
Os interessados em concorrer no processo de seleção devem apresentar propostas alinhadas com as ações previstas no Plano de Ação e Programa de Investimentos da UGRHI-03 (2024-2027). Para o ano de 2026, o CBH-LN poderá indicar ao FEHIDRO um total de R$ 4,8 milhões em projetos. Os recursos são provenientes de duas fontes: Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (CFURH) e Cobrança Pelo Uso da Água.

A prioridade é investir nos Programas de Duração Continuada (PDCs) 3, 7 e 8, que correspondem, respectivamente, a ações relacionadas à qualidade das águas, à drenagem e eventos hidrológicos extremos, e à capacitação e comunicação social.
Para o PDC 3 (qualidade das águas), o colegiado espera receber propostas relacionadas à implantação, ampliação ou adequação da coleta seletiva municipal. Para o PDC 7 (drenagem e eventos hidrológicos extremos), são esperadas propostas de elaboração de projetos de macrodrenagem e implantação de serviços e obras para mitigação de inundações e alagamentos. Para o PDC 8 (capacitação e comunicação social), o comitê pretende indicar ao FEHIDRO propostas de cursos e formações voltados à temática dos recursos hídricos, além de ações de comunicação relacionadas à conservação e gestão das águas.
Além dos PDCs prioritários, também é possível submeter propostas para o PDC 1 (bases técnicas em recursos hídricos), PDC 2 (gerenciamento dos recursos hídricos) e PDC 4 (proteção dos recursos hídricos). Para o PDC 1 são esperadas propostas relacionadas a elaboração de planos diretores de macro drenagem em bacias sujeitas à inundações e alagamentos. Para o PDC 2 poderão concorrer propostas de redes de monitoramento e sistemas de informação sobre recursos hídricos. Quanto ao PDC 4, são esperadas propostas na área de soluções baseadas na natureza, como projetos executivos voltados ao fortalecimento da agroecologia e ao aumento das áreas permeáveis por meio de implantação de estrutura verde.
O Edital FEHIDRO CBH-LN 2026 foi aprovado em plenária do comitê no dia 12 de dezembro de 2025. Na ocasião, o Secretário Executivo do CBH-LN , Fábio Pincinato, explicou como funciona o processo de seleção dos projetos.
A primeira etapa é o protocolo de propostas no CBH-LN. Depois, é feita a primeira análise pelo Comitê, que aponta possíveis adequações necessárias. Os proponentes então revisam suas propostas e o Comitê faz uma segunda análise para avaliar as modificações realizadas e atribuir uma pontuação à versão final. As propostas classificadas são apresentadas para apreciação da Plenária do CBH-LN, que delibera pela sua indicação ao investimento do FEHIDRO. Após a indicação do colegiado, os projetos ainda passam pela avaliação do Agente Técnico, que é o responsável por aprovar ou reprovar as propostas e acompanhar sua execução técnica.
As regras detalhadas para a inscrição de projetos estão disponíveis no Edital FEHIDRO CBH-LN 2026: https://cbhln.com.br/processo-de-selecao
Para sanar dúvidas e obter mais informações, escreva para a Secretaria Executiva do CBH-LN: cbhlnorte@gmail.com
Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Projeto leva formação em educomunicação socioambiental a jovens de São Sebastião

Foto:divulgação FunBEA
O projeto “Juventude, Educom e Justiça Climática – Formação de comunicadores populares do Litoral Norte de São Paulo” (Cuidadores das Águas) oferece formação presencial para 70 jovens em São Sebastião.
Por indicação do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte, o projeto do Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBEA) é financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos, enquadrado no Programa de Duração Continuada 8, que inclui projetos de capacitação e comunicação social.
O projeto foi elaborado para trabalhar com jovens residentes de bairros de São Sebastião atingidos pela tragédia climática de fevereiro de 2023, que atuam em coletivos e movimentos socioambientais da região. “O objetivo da formação é fazer uma instrumentalização de linguagens da comunicação através de um processo educomunicativo, para que os jovens possam fortalecer os coletivos com os quais atuam”, afirma a coordenadora de comunicação do FunBEA, Grace Luzzi.
“A educomunicação é uma ferramenta pedagógica que trabalha linguagens e formatos da comunicação através de um viés comunitário, trabalhando as demandas e as pautas da região por meio de um processo pedagógico de aprendizado, de trocas de saberes. As histórias das comunidades e dos lugares são o ponto de partida para as produções de textos, vídeos, grafites, cartuns, fotografias e mídias sociais”, explica Luzzi.
As formações estão sendo realizadas em 3 núcleos: Vila Sahy/Juquehy, Boiçucanga/ Cambury e Itatinga/Centro. O projeto propõe reflexões, debates e diálogos sobre temas relacionados à justiça climática e à gestão das águas no Litoral Norte de SP, buscando identificar as problemáticas dentro dos territórios dos jovens participantes.
Saiba mais: Instagram @fundobrasileiroea
Confira o texto escrito pelo jovem Juan, participante do projeto no núcleo de Boiçucanga/ Cambury:

Foto: arquivo pessoal
Minha comunidade, Família.
Meu nome é Juan Santos da Silva. Eu nasci em São Paulo e morei lá por cerca de quatro anos, até me mudar para o litoral, onde sigo vivendo no mesmo bairro até hoje.
Comecei a me interessar pela preservação do meio ambiente há pouco tempo. Quando era pequeno, eu morava no meio da bagunça e achava que aquilo era normal. Mas, ao participar do projeto “Amigos do Rio”, pelo Instituto Capoeira Lobo-Guará, percebi que a situação não era natural e que, na verdade, estava piorando cada vez mais.
Quanto aos moradores, muitos não se envolvem em nada e mal conversam com os vizinhos. Mesmo assim, com o tempo, eu cresci ao lado deles e passei a considerá-los como uma família. Como toda família, existem altos e baixos, mas sinto que ainda há, sim, um mínimo de interesse em cuidar da comunidade.
Apesar das dificuldades, acredito que esse bairro faz parte de quem eu sou. Foi nesse espaço, entre problemas e aprendizados, que construí minhas experiências e descobri a importância de olhar com mais carinho para o lugar onde vivo.
Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)
Em 2025, CBH-LN indicou nove projetos do Litoral Norte ao FEHIDRO

Considerando o resultado dos dois pleitos do edital FEHIDRO CBH-LN 2025, o Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (CBH-LN) indicou este ano nove projetos ao Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), totalizando um investimento de R$ 5.007.466,74 em ações de conservação e recuperação dos recursos hídricos no Litoral Norte de São Paulo.
No primeiro pleito, foram indicados seis projetos, no valor total de R$ 3.381.931,31:
- “Plano Municipal de Drenagem de Caraguatatuba – PMSB-DAP”, da prefeitura de Caraguatatuba;
- “Plano Municipal de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais de Ilhabela – PMDMAP Ilhabela – Fase I – Cadastro da Infraestrutura de Drenagem e Manejo das Águas Pluviais Urbanas”, da prefeitura de Ilhabela;
- “Implantação de ecoponto no bairro Perequê-Mirim para prevenir a contaminação dos recursos hídricos superficiais na porção final da Bacia do Rio Juqueriquerê – Caraguatatuba/SP”, da prefeitura de Caraguatatuba;
- “EcoEducAção em Rede: Caminhos Coletivos – Educação Ambiental para a gestão participativa dos resíduos sólidos nas comunidades da Bacia Hidrográfica Fazenda-Bicas”, da Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta;
- “EcoEducAção em Rede: Primeiras Trilhas – Educação Ambiental com crianças e jovens para a gestão participativa dos resíduos sólidos nas comunidades”, da Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta;
- “Educação ambiental para transição agroecológica na Bacia do Rio Grande – São Sebastião/SP”, do Suinã Instituto Socioambiental.
No segundo pleito, foram indicados três projetos, com investimento de R$ 1.625.535,43 de recursos do FEHIDRO:
- “Rede de Monitoramento Meteorológico em Ilhabela: Dados para Adaptação às Mudanças Climáticas e Gestão de Riscos”, da prefeitura de Ilhabela;
- “Cursos e Educação para Conservação das Águas de Ubatuba: saberes e soluções sustentáveis”, do Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA);
- “Projeto Ambientes Azuis Saudáveis – Formação de educação socioambiental para agentes municipais de Ubatuba – UGRHI 03”, do Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais (IPESA).
Neste ano de 2025, pela primeira vez o CBH-LN indicou projetos para serem financiados com recursos oriundos da cobrança pelo uso dos recursos hídricos, implementada recentemente no Litoral Norte. Com o início da cobrança, o Comitê amplia sua capacidade de investimento em projetos visando a melhoria da qualidade ambiental das bacias hidrográficas da região.
Os Programas de Duração Continuada (PDCs), com os tipos de ações que podem ser financiadas pelo FEHIDRO, são definidos pelo Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CRH) de São Paulo. Dos nove projetos indicados em 2025 pelo CBH-LN, cinco estão enquadrados no PDC 8 (Capacitação e Comunicação Social), dois no PDC 1 (Bases Técnicas em Recursos Hídricos), um no PDC 3 (Qualidade das Águas) e um no PDC 2 (Gerenciamento dos Recursos Hídricos).
Os cinco projetos do PDC 8 estão enquadrados no subPDC 8.2, referente à “Educação ambiental vinculada às ações dos planos de bacias hidrográficas”. Esse PDC é considerado prioritário e tem concentrado boa parte das propostas inscritas nos editais FEHIDRO no Litoral Norte. Mas, apesar de estarem enquadradas no PDC 8, todas as propostas trazem também no escopo das atividades temas de outros PDCs, como gestão de resíduos sólidos e agroecologia.
Por: Renata Takahashi (Projeto Comunica CBHLN – IPESA – contrato FEHIDRO 493/2023)












